genocídio executado pelo regime Nazista contra minorias étnico-religiosas deficientes homossexuais e opositores políticos do regime através de perseguição e extermínio sistemático. O regime Nazista é responsável por crimes contra a humanidade
"Revisionismo" ou Negação do Holocausto(definição feita pela Profª e historiadora Lise): "
Negação do holocausto ou "revisionismo". é uma tentativa de achar uma legitimação acadêmica para uma agenda pré-existente ignorando seletivamente evidências sugerindo uma grande conspiração judaica que "plantou" evidências aqui e ali da qual todos os historiadores são coniventes e cúmplices e meia dúzia de "iluminados" perseguidos pelo establishment são os únicos "pesquisadores" honestos. O objetivo real do "revisionismo" do holocausto é fazer do Nacional Socialismo uma alternativa política aceitável novamente
Desde que se tem encontrado pouca quantidade de HCN nas câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau muitos negadores do Holocausto afirmam que nada foi gaseado ali.(1,2) Eles afirmam que se aconteceram gaseamentos com HCN nestas estruturas deveriam haver grandes quantidades de HCN combinado com ferro em um composto chamado Azul da Prússia. Como “prova” assinalam que existem grandes quantidades de Azul da Prússia nas pequenas câmaras de despiolhamento de Auschwitz existem muitas manchas nas paredes exteriores destas estruturas. Em contrapartida nas câmaras de gás existem manchas e traços relativamente baixos de HCN. Os negadores afirmam ainda que as manchas no exterior das câmaras de despiolhamento demonstram que o Azul da Prússia não foi afetado pela ação dos elementos assim não se pode afirmar que havia muito menos manchas nas câmaras de gás pela ação do clima. Portanto dizem os negadores a única explicação lógica para os pequenos traços de HCN nas câmaras de cãs é que elas nunca foram usadas para executar assassinatos em massa – os traços são uma simples contaminação procedente dos despiolhamentos que se realizaram hà várias metros de distância.
No Relatório Leuchter um documento elaborado pelo "auto-proclamado Engenheiro Fred Leuchter"(3) descreve-se a tomada de amostras “científicas” que o mesmo realizou em Auschwitz e que “prova” que não era possível que os nazistas usaram HCN nos Kremas e nos Bunkers I e II os lugares onde se gasearam as vítimas. Leuchter tergiversou sua formação e mentiu sobre sua experiência em dispositivos para execuções muitos negadores dizem que o relatório é cientificamente válido. Isto parece plausível à primeira vista mas quando se estuda química a toxicologia e os mecanismos físicos envolvidos se vê claramente que este raciocínio não é válido.
Como um ponto menor têm-se que destacar que nem sequer é certo que o Azul da Prússia seja eternamente estável. Se foi afetado pelo clima a um ritmo que depende muito do arredores. Sem dúvida isto não é o mais importante. Os eixos cruciais são estes: Em primeiro lugar as reações químicas que existem no Azul da Prússia são muito lentas e têm-se que passar muitas horas para que se completem. Em segundo lugar as pessoas morrem muito rápido com o HCN e em quantidades muito pequenas. Os piolhos e outros insetos por outro lado têm de estarem expostos durante muito tempo e com grandes concentrações de HCN. Estes dois fatores explicam porque temos pouco Azul da Prússia nas câmaras de gás e porque temos muito nas câmaras de despiolhamento. Este documento comparará os usos do HCN em Auschwitz: despiolhamento e assassinatos em massa. Também falará da formação do Azul da Prússia e sua solubilidade na água além da análise do Relatório Leuchter e os métodos empregados por seu autor. Depois de tudo isto explicaremos porque é que haviam poucos traços de HCN nas câmaras de gás e também porque os negadores dizem tudo ao contrário.
Haviam sete câmaras de gás em Auschwitz os Krema de I a V e os Bunkers I e II. Os Kremas II. III. IV e V foram todo o tempo câmras de gás industriais situadas no complexo de Birkenau dentro de Auschwitz. Foram destruídas pelos nazistas ao final da guerra e só restaram suas ruínas.(4) Assim as ruínas e todos os compostos de HCN estão expostos aos elementos durante os últimos anos (desde 1945). Os Bunkers I e II foram usados enquanto se contruíam os Kremas II a V e tampouco restam suas ruínas. O Krema I era uma pequena câmara de gás e foi utilizada durante muito pouco tempo antes de ser convertida em abrigo anti-aéreo em agosto de 1944.(5) Das sete câmras de gás empregadas para o extermínio em Auschwitz-Birkenau somente a do Krema I está completa hoje. Temos que levar em conta que das sete câmaras de gás de Auschwitz-Birkenau somente uma não foi destruída. As ruínas destas estão expostas à ação de chuvas e vento que podem fazer desaparecer os trações de HCN por arrasto e erosão. Sem dúvida também outra parte do Azul da Prússia haverá desaparecido ao dissolver-se já que não é totalmente insolúvel na água. As câmaras de despiolhamento não foram destruídas assim seria lógico encontrar mais traços de compostos de HCN.
Tanto o Relatório do Instituto de Investigação Forense de Cracóvia como o Relatório Leuchter encontraram traços de HCN nas instalações de extermínio de Auschwitz.(6. 7) No Relatório Leuchter encontraram entre 1,9 e 6,7mg/Kg de HCN no Krema III entre 1,1 e 7,9mg/Kg no Krema I entre 1,4 e 2,3mg/Kg no Krema IV e entre 1,7 e 4,4mg/Kg no Krema V. Estes números baixos poderiam ser valores falsos produzidos erroneamente durante a medição e não valores reais. Para provar se era ou não. Leuchter pegou uma amostra de uma viga recolhida de um edifício do campo não relacionado com as câmaras de gás. Se os traços nas ruínas das câmaras de gás eram falsas ou se todo o campo estava contaminado com HCN esta também haveria dado valores similares. Mas a amostra registrou um valor certo. Baseando-se na amostra de controle de Leuchter suas cifras são reais. Inclusive em lugares reduzidos a ruínas existem traços de HCN mesmo que não esteja em uma viga situada no edifício aparte. Por desgraça para o pobre estudo de Leuchter seus dados estão limitados por esta pobreza e falta de qualidade. Pegou somente duas amostras de controle: um controle negativo que não devia mostrar presença de HCN (a viga) e um controle positivo que devia gerar um valor muito alto (uma amostra que pegou em uma câmara de despiolhamento manchada de Azul da Prússia). Se tivesse pegado mais amostras de controle de lugares distintos do campo não relacionados com os gaseamentos haveria tido uma idéia de quais eram os níveis normais de HCN e haveria podido compará-los com suas averiguações. Como não é isso possivelmente não podemos interpretar seus resultados de maneira inteligente. Outro feito preocupamente é a falta de detalhe que Leuchter deu sobre sua técnica de coletar as amostras. Sem esta informação não se poder rever seus métodos e ver se teve alguma inclinação na eleição das zonas dos edifícios de onde pegaram as amostras. Hà de perguntar se Leuchter seria tão pouco cuidadoso se fosse um verdadeiro Engenheiro. As conclusões de Leuchter são inclusive as mais suspeitas. Em primeiro lugar afirma que a quantidade de HCN encontrada nas ruínas das câmaras de gás estão acerca do limite de detecção do equipamento de.
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